Fundação Otacílio Coser - Encontro do Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes renova esperança no avanço da igualdade de oportunidades
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Encontro do Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes renova esperança no avanço da igualdade de oportunidades

Publicado em 23 agosto 2024

Vivemos o melhor momento para unir setor privado, organizações da sociedade civil e governos na construção de mais e melhores oportunidades para os jovens em situação de vulnerabilidade social no país.

Essa foi a sensação que nos acompanhou durante a II Reunião do Comitê Gestor do Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes, realizada no Rio de Janeiro no dia 13 de agosto. Como signatária do Pacto, a Fundação Otacílio Coser participou do encontro ao lado de representantes das três comissões permanentes e dos quatro grupos de trabalho, criados em julho deste ano. A iniciativa reúne Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

Impossível não ver com otimismo o esforço coletivo em torno da construção de políticas públicas e ações urgentes para elevar a taxa de participação de jovens de 14 a 24 anos no mercado formal, baixar a taxa de informalidade, ampliar a ocupação nas áreas de formação técnica e melhorar a qualidade da formação desse grupo, em sintonia com as necessidades das empresas empregadoras.

Afinal, se por um lado o Brasil vive uma queda histórica na taxa de desemprego geral da população em um segundo trimestre, que ficou em 6,9% de abril a junho de 2024, o desemprego entre jovens de 18 a 29 anos foi de 14,3% (PNAD Contínua). A taxa de desocupação para quem tem ensino médio incompleto também é maior do que a média nacional, alcançando 11,5%.

Ou seja, nosso grande desafio é gerar mais oportunidades no mercado formal e, ao mesmo tempo, garantir a permanência desses jovens na escola até a conclusão da educação básica. Considerando que a taxa de abandono escolar é muito superior na escola pública, onde também está a ampla maioria dos adolescentes em situação de vulnerabilidade social, é nesse espaço que precisamos centrar nossas atenções, inclusive por meio do assessoramento e apoio ao projeto de vida dos estudantes.

Propostas

Durante o encontro, os representantes das comissões e grupos de trabalho sintetizaram propostas como a meta de 1 milhão de vagas de jovens aprendizes preenchidas no país, contra as atuais 560 mil. Para isso, inclusive, no dia 12 foi lançada a Coalizão Aprendiz Legal, liderada pela Fundação Roberto Marinho – também integrante do Comitê Gestor do Pacto.

Outra ideia apontada foi o lançamento de um Pacto Municipal pela Inclusão Produtiva das Juventudes, que funcione como um selo de boas práticas para os municípios que implementarem planos de inclusão produtiva voltada a esse grupo. Também está no horizonte um encontro de CEOs e uma campanha de comunicação para sensibilizar empresas e lideranças no tema da empregabilidade jovem.

Em todo o debate, foi destaque o desafio da falta de conexão entre o que jovens desenvolvem na educação básica, incluindo os cursos técnicos, e as exigências do mercado. Por isso, na Fundação Otacílio Coser apostamos nessa parceria entre o poder público e as secretarias de educação, investindo nos sonhos e no projeto de vida dos estudantes de 115 escolas públicas em três estados do país por meio de nosso Programa Escolaí. Assim, também atuamos na defesa e garantia de direitos básicos para a população.

A exemplo do que mostramos em nosso Mapeamento pelas Juventudes, há uma pulsante rede de organizações da sociedade civil voltada à geração de oportunidades para os estudantes de escolas públicas. É preciso que elas fortaleçam suas atuações em rede e também façam parte do Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes. Assim, manteremos viva a esperança que essa mobilização intersetorial conseguiu despertar até o momento: alcançar, até 2030, um país mais digno e próspero para todas as juventudes.

Por Júlia Tavares, coordenadora de Comunicação da Fundação Otacílio Coser

Crédito foto: MTE

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