Parceria com o Fundo Agbara amplia o letramento racial entre jovens do Programa Escolaí
Este ano, nosso Programa Escolaí traz uma potente novidade para contribuir com o
letramento racial entre jovens de mais de 100 escolas públicas nos três estados onde
estamos presentes. Eles terão dez novas opções de “missões” com essa temática,
que são atividades lideradas, planejadas e realizadas pelos próprios jovens para
envolver toda a comunidade educativa.
As propostas foram desenvolvidas em parceria com o Fundo Agbara, organização de
mulheres negras referência na promoção da equidade racial e de gênero.
As missões abordarão o tema de forma prática e, ao mesmo tempo, didática. Um bom
exemplo é o “Café da Manhã Cultural”, em que eles devem pesquisar o significado
cultural de um alimento — como o milho para os povos indígenas e o feijão para a
população negra — e, durante uma confraternização cheia de comidas gostosas,
compartilhar todo esse conhecimento.
Vale destacar que negros e indígenas enfrentam uma série de barreiras para concluir
a escola e acessar oportunidades. Entre os jovens que abandonam a escola, sete em
cada 10 são negros (Itaú Educação e Trabalho, Fundação Roberto Marinho e
Datafolha/2024). Já segundo estudo da FGV, dos 42,9 mil indígenas desempregados
em 2022, 59,6% possuíam até o ensino fundamental completo. Pouco mais de um
terço (34,1%) tinha ensino médio completo.
Com essas novas propostas de atividades para os estudantes, também pretendemos
apoiar as escolas na aplicação da Lei nº 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do
ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nos currículos oficiais da educação básica.
É urgente que a atual geração possa conviver em ambientes de respeito,
reconhecimento e valorização da riqueza das culturas afro-indígenas em todos os
ambientes – da escola ao mundo do trabalho!