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Histórias, Programa Escolaí

Bia Ribeiro: a descoberta de um talento abrindo portas para o primeiro emprego

Publicado em 20 junho 2024

“Sabe aquela coisinha enterrada no peito, que quando as coisas acontecem, a gente descobre que são da gente? O Escolaí me ajudou que eu as descobrisse e encontrasse minha vocação.”
Bia Ribeiro

“Eu sou a Beatriz, mas a Bia Ribeiro que vocês agora conhecem foi o Escolaí que me apresentou”. É o que a Beatriz Ribeiro [no meio, na foto acima], de 14 anos, faz questão de destacar ao se apresentar em uma sala lotada de jovens como ela sobre os impactos do programa em sua formação.

Em 2023, Beatriz foi uma das Guardiãs da Juventude do Programa Escolaí na EMEF Francisco Araújo, em Guarapari (ES). Durante o ano, ela mobilizou a comunidade escolar para as atividades do projeto e se empenhou em realizar uma cobertura jornalística de cada etapa, produzindo um podcast, além de conteúdos nas redes sociais que fizeram sucesso na escola e contribuíram para o engajamento de alunos, pais, professores e demais funcionários.

A experiência despertou nela a paixão pelo jornalismo, e seu carisma, presença e voz grave não demoraram a chamar a atenção. Após um convite irrecusável, ela foi contratada para seu primeiro emprego como Jovem Aprendiz na Rádio Escola Stark, uma iniciativa de educomunicação da rede municipal de ensino de Guarapari.

“O Escolaí me trouxe orgulho, me trouxe meu projeto de vida, me deu um futuro, minha vocação no jornalismo”, celebra a jovem.

Bia também destaca os valores que aprendeu com o projeto, que a levaram ao desenvolvimento de competências socioemocionais para lidar com os desafios não só do mercado de trabalho, mas da vida. Ela, uma adolescente negra, enfatiza a confiança para não abaixar a cabeça diante de injustiças e para valorizar a diversidade não só sua, mas do que encontra no mundo:

“Uma vez eu queria chorar, de tanta raiva que eu fiquei diante de uma situação. Mas eu aprendi a resolver, a controlar, a lidar com a situação de forma mais séria e mais bonita. Às vezes você fica desacreditado no mundo, o acha cruel e chato, mas o Escolaí nos ensina a lidar com as pessoas, a ter paciência com elas para andarem com a gente”, explica.

Por Agnes Sofia Guimarães, especial para a Fundação Otacílio Coser.

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