Afeto e empatia como ferramentas de transformação positiva no Escolaí
Todas as manhãs, a diretora da Escola Estadual Maria Trujillo Torloni, Jomara Correa Palmieri [na foto, a segunda da esquerda para a direita], cumprimenta cerca de 400 estudantes na porta do colégio. Ninguém escapa ao seu “bom dia”, e o cumprimento até se transformou em uma ferramenta de trabalho entre sua equipe de coordenação pedagógica.
“A minha equipe também usa o aceno para perceber quando algum aluno não está bem. A gente nota quando alguém passa mais ‘retinho’ pela gente, ou de cabeça baixa. É uma oportunidade para puxar conversa e entender como ajudar”, explica Jomara.
Sediada em São Caetano (SP), a Trujilo Torloni atende a segunda etapa de ensino fundamental e ensino médio e já é veterana no Programa Escolaí, sendo participante desde 2015. Entre os diversos pontos em comum entre a escola e o programa, Jomara destaca o enfoque na jornada pelo projeto de vida do aluno, em sintonia com seu projeto político-pedagógico.
“O Escolaí aprimora esse cuidado que nossa instituição já traz há muitos anos, principalmente por oferecer um ensino integral em que o aluno desenvolve o protagonismo com a própria vida ao ser motivado a fazer disciplinas e cursos profissionalizantes. No Escolaí, esse projeto de vida acontece na brincadeira, de forma lúdica, em atividades que, sem querer, vão despertar possibilidades, novos interesses para a vida”, comenta.
Na Maria Trujilo Torloni, Jomara conta que as missões ligadas à cultura da paz também ajudam a fortalecer a rede de apoio que os jovens formam entre si, já que as atividades trabalham com a empatia e o cuidado com a comunidade. Outro ponto que ela destaca é o engajamento dos professores que são convocados às missões do Escolaí. Segundo ela, os aprendizados passam a ser replicados em sala de aula para diversas turmas, e inclusive compartilhados por professores que não participam do programa.
“O Escolaí é um programa que motiva a equipe e mexe com os alunos, com a comunidade de forma geral, estimulada a participar, a interagir, e sempre fica aquela torcida e a garra para estar entre os dez melhores, os vinte melhores. Há aquela alegria grande de participar e aquela satisfação gostosa de conquistar um reconhecimento”, reflete Jomara.
Em 2023, a escola ficou entre as vinte premiadas na gincana que integra o programa.
Do simples gesto de “bom dia” ao incentivo nas atividades escolares, a diretora e sua equipe seguem colhendo os frutos do carinho e da empatia diária dedicada aos jovens.
Por Agnes Sofia, especial para a Fundação Otacílio Coser